Agricultura de precisão
A agricultura de precisão não é uma novidade no mundo, ela esta presente em países mais desenvolvidos e abertos a inovações desde a década de 90, no século passado, quando o sinal GPS dos satélites foi liberado para uso civil. Desde então velozmente essa tecnologia se difundiu mundo a fora. Nos países desenvolvidos, com culturas evoluídas entre a grande maioria, as novidades emplacam de maneira mais fácil, sem muita resistência, que é típica de ignorância e teimosia, coisas que encontramos muito ainda por esses rincões Brasileiros.
No Brasil, a agricultura de precisão chegou entre 1995 e 96, porém enfrentou forte resistência e “preconceitos” da maioria, de diversas formas, sendo tratado como uma ferramenta apenas para grandes propriedades, um ledo engano. Justamente por essa consciência de muitos, a maioria por aqui, que seus negócios não se desenvolvem, quando não estão estagnados, quebram. Isso não é uma regra no Brasil, que por sinal tem também muitos agro-empresários, grandes no sentido de grandiosos, competentes e profissionais, flexíveis a mudanças e inovações atuando em propriedades de diversos portes e fazendo com que essas cresçam em tamanho, produtividade e sucesso. Essas “grandes” propriedades de hoje, as que cresceram legalmente através de profissionalismo e competência administrativa no agronegocio, galgaram esse posto de destaque justamente por estarem abertas a mudanças e inovações, com flexibilidade e visão global.
Atualmente no país a agricultura de precisão tem uma nova onda de adesão, por avanços culturais e profissionais, muitos hoje buscam se informar melhor e se capacitar. Mas apesar de estar crescendo consideravelmente, ainda conta com grande resistência de muitos produtores ou mesmo sendo aplicada de forma incorreta por outros.
A resistência em aderir a essa ferramenta disponível se deve problemas culturais existentes por aqui. Esses indivíduos se limitam a olhar “friamente” para o preço das ferramentas e serviços necessários para implantação e nem se quer analisam o quanto poderiam economizar com esse investimento. Não analisam o custo/beneficio, os resultados positivos, a racionalização de custos e operações e a lucratividade gerada por essas tecnologias.
Pequenas falhas, grandes perdas:
Pequenos detalhes, daqueles que “nós” nos acostumamos deixar “pra lá”, ou usamos aquele “jeitinho brasileiro”, um péssimo jeito e habito por sinal, nos geram grandes prejuízos, pela imprecisão e redução de qualidade da operação ou atividade que realizamos, não só na agricultura, mas em todas as atividades que exercemos na vida social, econômica e política. Quando votamos pensando, deixa “pra lá”, não vai mudar nada mesmo, quando destruímos ou degradamos patrimônio publico, com a idéia de “não é meu mesmo”, quando desrespeitamos as leis já pensando na impunidade. Isso é uma característica estereotipada do Brasileiro. Eu não me enquadro nesse grupo e sei também que felizmente, muitos, a maioria que lê e usa o jornal da forma correta também não se enquadra nessa “classe ignorante”.
Mas voltando diretamente ao assunto, no caso especifico racionalizar custos, equalizar a produtividade ao seu “limite máximo”, gerir e administrar profissionalmente o negocio é imperativo em qualquer parte do mundo globalizado, ainda mais no Brasil onde a politicagem, a corrupção, a criminalidade, a inversão de valores e impunidade tem castigado todo setor produtivo, fatores chamados de “da porteira pra fora” ou externos aos produtores e industriais, restando a nós, nos “defendermos” da porteira para dentro, buscando eficiência e eficácia para driblar uma política econômica que castiga o setor produtivo com uma das taxas de juros mais altas do planeta, isenta capital especulativo, usa o cambio para sustentar um estado “inchado” e nos castiga com uma das cargas tributarias altas do planeta com benefícios dos piores do planeta, que ainda se os “quisermos”, temos que pagar novamente por eles, buscando serviços de qualidade no setor privado. Hoje amadorismo não será “tolerado” pelo mercado, esses que não se atualizarem vão ser engolidos pela evolução, isso me fez lembrar de um ditado muito usado no tempo da faculdade por um ilustre e querido professor, “não é o mais forte, mais inteligente ou mais hábil que prosperara e sim o mais apto a mudanças evolutivas”. Portanto, é extremamente necessário para quem almeja sucesso, e sei que quem esta lendo e se informando tem consciência e galga isso, se atualizar e capacitar constantemente para não “perder o trem bala da evolução”.
——————————————————————ÚLTIMOS ARTIGOS PUBLICADOS
- “Embargos” e “falhas” políticas
- Dinâmismo X Inércia; Uma refexão sobre o artigo anterior
- Agronegocio: Dinâmismo X Inércia
- Custo Brasil, Preço dos Grãos e o custo de produção
- “Qual o preço ideal da soja?!?”
- Soja Transgênica X Convencional
- Frota agrícola, tecnologia e modernização
- Agricultura de precisão - Investimento e retorno
- Teoria e pratica da agricultura de precisão
- Agricultura de precisão
- Produtividade, tecnologias, gestão e outras “polêmicas”
——————————————————————
SOBRE O AUTOR
Guilherme Frederico Lamb: Graduado em Administração de Empresas, agro-empresário do setor de grãos e diretor de Associação de Plantio Direto (APDVP).
Home-page: www.fazendaestiva.cjb.net
E-mail: estivaagro@terra.com.br
Publicado em Guilherme F. Lamb
FUSÕES E AQUISIÇÕES – quem ganha e…
O cavalo senador
Não estamos imunes à crise mundial
Inseminação artificial em equinos…
PECUÁRIA HIGH TECH
Os “brasis” se encontram em Minas Gerais