Apicultores querem dobrar produção de mel
A Câmara Setorial Consultiva de Apicultura do Mato Grosso do Sul anunciou na semana passada que planeja dobrar a produção de mel no Estado até julho de 2009. Essa e outras metas foram apresentadas durante a reunião itinerante realizada em Corumbá, nos dias 19 e 20 de setembro.
O presidente da câmara, Gustavo Nadeu Bijos, falou dos desafios que o grupo tem pela frente e enumerou resultados já obtidos desde que a câmara foi criada, em 2004. A palestra dele foi realizada na Embrapa Pantanal (unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – MAPA), que organizou a reunião itinerante com a própria câmara, a Secretaria de Pecuária e Agricultura de Corumbá, a AAPAN (Associação dos Apicultores do Pantanal), a Agraer (Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural) e o Colégio Salesiano de Santa Teresa.
Segundo Bijos, também faz parte das metas ampliar o número de apicultores em 50% até julho de 2009, criar o Fundo de Amparo à Apicultura de Mato Grosso do Sul, aprovar cinco projetos de investimentos no setor até julho de 2009, incentivar a criação e preservação de abelhas nativas sem ferrão nas associações de apicultores do Estado e criar um banco de mudas e sementes apícolas para melhorar o pasto apícola no Estado.
Até 30 de junho de 2009, a câmara quer 100% dos apicultores sul-mato-grossenses com a carteira nacional de apicultor, emitida pela CBA (Confederação Brasileira de Apicultura).
Entre os resultados já alcançados, Gustavo Bijos destacou o fortalecimento das parcerias, maior divulgação das atividades do grupo no meio político e na mídia, fortalecimento das associações, as reuniões itinerantes, orientações técnicas para associações de apicultores, resgate de projetos que estavam parados no Banco do Brasil, Agraer e Seprotur (Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agrário, da Produção, da Indústria, do Comércio e do Turismo).
Além disso, de acordo com o presidente da câmara, foram indicados mais dois profissionais para atuar como educadores do Senar (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural)/MS em cursos de apicultura e meliponicultura, devido ao aumento da demanda.
NAVEGA PANTANAL
Depois de Bijos, os participantes acompanharam palestra do professor Luís Carlos Morente, assessor técnico do Projeto Navega Pantanal. Ele apresentou o projeto, que tem promovido e possibilitado à comunidade do Pantanal o acesso à internet dentro de uma visão metodológica, com conteúdos temáticos que enfocam as práticas agropecuárias e o uso sustentável do meio ambiente.
A linguagem está embasada no estudo das demandas específicas das famílias pantaneiras. Todo esse trabalho é supervisionado por monitores capacitados que têm implantado bases locais e produzindo um banco de dados. O assessor agradeceu o apoio que tem recebido da Embrapa Pantanal.
INDICAÇÃO GEOGRÁFICA
Em seguida foi a vez da palestra do fiscal federal agropecuário da Secretaria Federal de Agricultura/MS/MAPA, Celso de Souza Martins. Mestre em fitotecnia, ele falou sobre “Indicação Geográfica e Marca Coletiva”.
Martins explicou a importância da IG (Indicação Geográfica) no estabelecimento das marcas que identifiquem a origem dos produtos. Apresentou a apicultura nesta relação que engloba seu posicionamento no comércio internacional e a necessidade de proteção dos produtos por meio de patentes.
FLORA
A última palestra do primeiro dia de programação foi com a pesquisadora Suzana Salis, da Embrapa Pantanal. A bióloga falou sobre a flora do Pantanal e mostrou áreas que tem potencial de produção de mel. Entre as espécies destacadas por ela estavam a cambará, barriguda e piúva. “Estamos desenvolvendo estudos para estabelecer o manejo e um calendário de apicultura para o Pantanal”, afirmou Suzana.
VISITAS
Depois da última palestra, os participantes visitaram o Herbário e o Laboratório de Apicultura da Embrapa Pantanal, acompanhados pelos pesquisadores Suzana e Vanderlei Doniseti dos Reis, que apresentaram essas instalações.
No dia seguinte, quinta-feira, a programação foi realizada no recinto de exposições de Corumbá e na fazenda Band’Alta, do Colégio Salesiano de Santa Teresa, onde a Embrapa Pantanal realiza pesquisas apícolas.
No recinto os participantes acompanharam palestra do pesquisador Vanderlei sobre o projeto “Consolidação da Apicultura como Estratégia para a Geração de Renda em Assentamentos Rurais de Corumbá”. Na fazenda eles visitaram um apiário e puderam observar as instalações, iluminação e disposição das abelhas.
Vanderlei explicou que centenas de abelhas morriam afogadas na pilheta (reservatório de água) antes da colocação das plantas aquáticas, que passaram a funcionar como plataformas de pouso e decolagem para esses insetos na coleta de água.
Fonte: Embrapa
Publicado em Apicultura, Notícias
FUSÕES E AQUISIÇÕES – quem ganha e…
O cavalo senador
Não estamos imunes à crise mundial
Inseminação artificial em equinos…
PECUÁRIA HIGH TECH
Os “brasis” se encontram em Minas Gerais