Arrozeiros querem nova suspensão dos leilões federais
O setor arrozeiro pedirá, nesta quinta-feira, a suspensão, por pelo menos 30 dias, dos leilões do governo federal. Na reunião, que acontecerá às 9h na Superintendência da Conab em Porto Alegre (RS), os arrozeiros devem argumentar que o governo ofertou uma grande quantidade do produto em maio, que ainda não foi totalmente absorvida pelo mercado. O setor ressalta, também, o fato de julho ser historicamente um mês com baixo consumo de arroz e o elevado custo de produção.
De acordo com Rubens Silveira, diretor comercial do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), se for decidido pela continuidade dos leilões, os produtores querem a realização de um pregão por mês, com a oferta de 50 mil toneladas cada. O problema para o setor, segundo Silveira, foi a concentração das operações em maio, quando mais de 200 mil toneladas foram colocadas a venda.
“Às vésperas de uma nova safra, o produtor precisa de renda para comprar os insumos da lavoura e o custo de produção está muito elevado”, diz Silveira. O diretor alerta que o somatório de leilões e o alto custo do plantio podem comprometer a próxima safra de arroz no Estado. O leilão da última segunda-feira negociou todas as 48,5 mil toneladas ofertadas, com preço médio de R$ 31,03 a saca de 50 quilos, para o produto armazenado no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina.
Fonte:Irga
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