Crise não deve ter reflexos no Brasil
A crise financeira que abala o mercado norte-americano provocando grandes perdas nas principais bolsas de valores do mundo, terá pouca influência sobre o agronegócio brasileiro. Segundo o IBGE, o setor apresentou um crescimento de 4,96% no primeiro quadrimestre do ano, tendo exportado US$ 41,7 bilhões nos sete meses de 2008, valor que supera em 30% o total das exportações do segmento no mesmo período do ano passado.
Para o presidente da representação regional da Firjan, Geraldo Hayen Coutinho, a alta do dólar em relação ao real dará novo fôlego ao agronegócio, compensando a possibilidade de perdas.
Coutinho também não acredita que um efeito dominó derrube a economia brasileira. “Algumas commodities deverão ter seus preços reajustados para baixo, em função da crise no mercado, mas esta queda deverá ser, em parte, compensada pela valorização do dólar. Existem projeções que ele pode chegar a R$ 2,10, mas não acredito que haja reflexos no mercado interno”, avaliou.
De acordo com Coutinho, a demanda de commodities vai continuar aquecida nos países emergentes, mas os preços vão continuar estáveis, até que o mercado volte a se acalmar. “A situação vai continuar favorável, principalmente para as exportações. É preciso ficar atento, porém ao mercado consumidor americano, o maior do mundo”, frisou.
Sobre a possibilidade de a crise americana atingir o Brasil, Coutinho destaca que economia brasileira vai bem e com condições de absorver qualquer impacto.
Fonte: Folha da Manhã
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