Programas do governo afetam custos de produção
Os produtores rurais, durante os anos de 2006 e 2007, enfrentaram uma alta de 50% no preço dos insumo, devido a alta do câmbo. Entre 2007 e 2008, mesmo com a baixa do dólar, o produtor continuou pagando o preço dos anos passados, quando a moeda norte-americana era cotada a R$ 2,10.
Porém, apesar dessa alta, os produtores de café sofrem mais com problemas de mão-de-obra, do que com preços das materiais básicos. De acordo com o sub-gerente da mesa de commodities da CM Capital, Alvaro Camargo, o maior custo dos cafeicultores é a mão-de-obra. “Há atraso na colheita por falta de profissionais.” Ele diz que programas assistenciais do governo são as principais dificuldades para a contrataçõa de empregados para a lavoura.
Camargo conta que o produtor não repassa o aumento de preços ao consumidor, pois pode perder competitividade. O sub-gerente conta que o dólar alto favorece as exportações. “Quando o dólar era R$ 1,97, o País exportou 2.240 mil sacas. Em 2008, quando estava a R$ 1,63 exportamos R$ 2.150 mil sacas.”
Como o dólar tem impacto direto no preço de adubos e fertilizantes, Camargo diz que há necessidade de o governo intervir para reduzir esses custos. “O produtor que não se beneficiar dos programas do governo pode perder a oportuinidade para a compra de fertilizantes e perder qualidade na próxima safra”, diz o sub-gerente. “O produtor tem que estar atento para se capitalizar, caso contrátio pode perder seus ganhos.”
Fonte: Investnews
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